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Após perder tudo por matar Eliza Samudio, goleiro Bruno vira faxineiro em MG

O ex-goleiro do Flamengo foi condenado a mais de 22 anos de prisão e começou a trabalhar fazendo faxina para progredir sua pena.

Em 2010 o goleiro Bruno foi preso como principal suspeito da morte de sua ex-amante, Eliza Samudio, com quem teve um filho. Três anos mais tarde ele foi condenado pelo assassinato da moça, bem como pela ocultação do cadáver, jamais encontrado, e pelo cárcere privado do filho do casal, que na época tinha poucos meses de vida.


Hoje foi divulgado que Bruno começou a trabalhar como faxineiro dentro de uma unidade do Corpo de Bombeiros. No local ele faz pequenos serviços de limpeza, bem como a capina na área externa. Ainda segundo a informação ele está gostando da oportunidade, pois pode diminuir dias de sua pena e evoluir para o regime semiaberto mais rápido.


Trabalhar enquanto está recluso é um benefício concedido ao preso já condenado como progressão de pena. O tempo dedicado aos estudos e/ou ao trabalho é subtraído da pena total a que foi condenado. Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão.


No ano passado ele conseguiu sair em liberdade e começou a jogar pelo Boa Esporte, clube de futebol de Minas Gerais. Pouco tempo depois o STF (Supremo Tribunal Federal) julgou novamente a liminar que lhe concedeu liberdade e decidiu que ele deveria voltar para a prisão, pois ainda não tinha cumprido tempo suficiente da pena para usufruir do regime semiaberto.


Antes de trabalhar com limpeza no batalhão do Corpo de Bombeiros, o ex-goleiro do Flamengo chegou a dar aulas de futebol no Núcleo de Capacitação para Paz. Há um mês as aulas foram suspensas, devido à falta de recursos.


Por lei, a progressão do regime no caso de Bruno poderia ocorrer quando tivesse se aproximando de 9 anos de prisão. Como está preso desde 2010, o tempo em que ficou recluso, mesmo antes de ser condenado é contabilizado no tempo total da pena da sentença. Logo, Bruno deve conseguiu o benefício entre o final de 2018 e começo de 2019. Caso não tenha vaga no regime semiaberto de sua cidade, ele deverá ficar recluso por até mais 9 anos, quando teria cumprido tempo suficiente para migrar para o regime aberto.

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